Presidente Lula diz que o americano precisa respeitar o Brasil e que "não tem medo de cara feia"
Presidente mandou recados ao republicano, que trava guerra comercial com diversas nações
O presidente brasileiro disse que o americano precisa respeitar o Brasil e que "não tem medo de cara feia". "Não adianta o Trump ficar gritando de lá", afirmou Lula durante evento em Minas Gerais. A fala ocorre em meio à guerra comercial do republicano. O petista também exaltou o crescimento de mais de 3% do PIB em 2024, ressaltando que "precisou entrar um cara de sorte" na Presidência para isso acontecer, e elogiou o trabalho de Fernando Haddad. Chamou a atenção as trocas de farpas entre Lula e o governador Romeu Zema durante a cerimônia.
A guerra comercial de Donald Trump tem dominado a atenção do mercado financeiro, que tenta decifrar qual será o próximo passo do republicano em sua política protecionista. Por enquanto, o Brasil não foi alvo direto de sanções, como ocorreu com México, Canadá e China, mas o republicano vem acusando o Brasil de ser um dos países que mais taxam os Estados Unidos.
Nesta terça-feira 11, o O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que Trump precisa respeitar o Brasil e que "não tem
medo de cara feia". "Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque eu aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo, que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado. É assim que a gente vai governar esse país", disse Lula, em discurso durante um evento da Stellantis, em Betim (MG).
Lula reforçou a necessidade de um respeito mútuo entre as nações e destacou que o Brasil tem buscado crescimento sem menosprezar nações aliadas. "O Brasil não quer ser maior do que ninguém", mas atuar em pé de igualdade com outras nações.
Guerra comercial
A imposição de tarifas comerciais visando proteger a economia americana foi uma das principais promessas de campanha de Trump. Nos primeiros dias de mandato, ele anunciou taxas de 25% sobre produtos vindos do México e do Canadá — depois voltou atrás e prorrogou para abril a vigência —, além de ameaçar tarifas recíprocas e outras taxas.
Em fevereiro, Trump formalizou a taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio. O aumento da alíquota afeta diretamente o Brasil, uma vez que o país é o terceiro maior exportador de aço para os EUA.
Fonte: Portal Paraná Urgente